Um vídeo que passou a circular intensamente nas redes sociais desde a noite desta quarta-feira chamou a atenção de fiéis e lideranças evangélicas em diferentes partes do país. As imagens mostram momentos do chamado “Culto da Virada”, realizado na Catedral da Assembleia de Deus Ministério de Perus, marcado por declarações consideradas fortes e por um tom de alerta espiritual para o ano de 2026.

Durante a ministração, a missionária Cristina Maranhão afirmou ter recebido revelações que apontariam para um período de profunda exposição dentro da igreja. Em uma fala que rapidamente repercutiu, ela orientou os presentes a “prepararem os lenços”, sinalizando que, segundo sua interpretação profética, Deus promoveria uma espécie de varredura entre os que se dizem cristãos, trazendo à tona situações ocultas e práticas reprováveis.

O discurso também incluiu advertências direcionadas a comportamentos internos. Em determinado momento, a missionária fez um alerta específico às mulheres que, segundo ela, alimentam intrigas e fofocas dentro das congregações, ressaltando que tais atitudes não seriam toleradas. Outro ponto que gerou repercussão foi a crítica à presença e à influência de políticos nos púlpitos. Na mensagem, foi afirmado que Deus não aprova a mistura entre interesses políticos e o altar da igreja, reforçando a ideia de separação entre fé e projetos de poder.

Cristina Maranhão não é desconhecida no meio evangélico. No ano anterior, ela havia feito alertas públicos envolvendo a Comieadepa, quando mencionou que um escândalo de adultério envolvendo uma grande liderança viria à tona. Meses depois, o caso ganhou notoriedade nacional ao envolver o pastor Sales Batista, então presidente da Assembleia de Deus, acusado de manter um relacionamento extraconjugal com a nora, esposa de seu filho, Kennedy Sales. A revelação do episódio causou forte impacto entre fiéis, resultando em afastamentos e debates internos sobre ética e liderança espiritual.

No culto mais recente, a missionária retomou um tom semelhante ao das advertências anteriores. Para 2026, ela afirmou que o alerta permanece e que, segundo a mensagem que diz ter recebido, “máscaras cairão” e pessoas que hoje se escondem atrás de posições, títulos ou discursos religiosos seriam expostas. A fala foi interpretada por muitos como um chamado ao arrependimento e à vigilância espiritual, enquanto outros viram na mensagem um reforço da necessidade de transparência dentro das instituições religiosas.