A senadora Damares Alves afirmou que decidiu tornar públicos nomes de pastores e igrejas citados nas investigações da CPMI do INSS após receber críticas por mencionar, de forma geral, o envolvimento de instituições religiosas em supostos esquemas de fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo a parlamentar, os dados já constam oficialmente nos documentos da comissão, mas a exposição nominal foi uma resposta direta às cobranças que sofreu.
De acordo com Damares, a CPMI tem identificado líderes religiosos como parte da engrenagem usada para a aplicação de golpes envolvendo benefícios previdenciários. Entre os nomes citados por ela estão os pastores André Valadão, André Fernandes, Péricles Albino e César Belucci, além de outros líderes religiosos mencionados nos relatórios e oitivas da comissão.
Também foram citadas denominações e ministérios que, segundo as investigações, aparecem vinculados aos esquemas analisados pela CPMI, como a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church e a Adoração Church. A lista completa, segundo a senadora, está disponível nos registros oficiais da comissão.
Em entrevista ao SBT News, Damares declarou que as apurações têm gerado forte reação nos bastidores. Segundo ela, há pastores que chegam a pedir para que determinadas investigações não avancem, sob o argumento de evitar frustração ou escândalo entre os fiéis. “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, para não decepcionar os fiéis”, afirmou.
A senadora também relatou que, desde que nomes ligados a grandes igrejas começaram a surgir, a CPMI passou a sofrer tentativas constantes de obstrução. De acordo com ela, as pressões vão desde articulações políticas até ações indiretas para desacreditar o trabalho da comissão.
As declarações aumentaram a repercussão do caso e intensificaram o debate sobre a relação entre fé, poder e responsabilidade institucional. Enquanto a CPMI segue com as investigações, o tema continua mobilizando opiniões divergentes nas redes sociais e no meio religioso, especialmente diante da gravidade das denúncias envolvendo recursos destinados a aposentados e pensionistas.