Nos últimos dias, voltou ao centro do noticiário evangélico um escândalo familiar e institucional envolvendo o pastor Sales Batista, histórico líder da Assembleia de Deus no Pará, e seu filho, Kennedy Sales. O caso, cercado de versões conflitantes, denúncias graves e silêncio oficial, tem provocado forte abalo interno na igreja e dividido opiniões entre fiéis e lideranças religiosas.
Sales Batista construiu ao longo de décadas uma trajetória de influência no meio evangélico, acumulando poder administrativo, prestígio religioso e um patrimônio que sempre foi tratado como assunto reservado à família. Essa estrutura começou a ruir quando vieram a público relatos de uma relação íntima entre o pastor e sua nora, Luciana Salles, esposa de Kennedy. A revelação expôs uma crise que, até então, estaria restrita ao ambiente familiar.
De acordo com informações divulgadas por portais gospel e fontes ligadas ao ministério, Luciana teria se aproximado da família ainda antes do casamento, passando a ocupar espaço de destaque dentro da igreja após se tornar esposa de Kennedy. O que era visto externamente como um casamento estável passou a ser questionado quando surgiram acusações de que o próprio filho do pastor teria incentivado a aproximação da esposa com o pai, como parte de um plano para desestabilizar o líder religioso.
Segundo essas versões, Kennedy Sales nutria o desejo de assumir o controle do ministério e, posteriormente, do patrimônio familiar. O envolvimento do pai com a nora teria sido usado como peça central para expor publicamente Sales Batista, enfraquecê-lo moralmente e forçar seu afastamento da presidência da igreja. Pessoas próximas à família afirmam que a situação saiu do controle quando o caso íntimo veio à tona, gerando escândalo, constrangimento público e ruptura definitiva na liderança do patriarca.
Um ponto considerado decisivo nessa trama foi o papel da esposa de Sales Batista, mãe de Kennedy, apontada como administradora da maior parte dos bens da família. Conforme relatos de bastidores, ela se tornou um obstáculo para os planos do filho, o que elevou ainda mais a tensão interna. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente e circulam principalmente em relatos de fontes ligadas ao meio religioso.
Entre os fatos mais recentes relacionados ao caso, está o afastamento de Sales Batista das funções administrativas do ministério, medida que teria sido tomada para conter a crise e preservar a instituição. A Assembleia de Deus no Pará não divulgou nota detalhada sobre as acusações, limitando-se, segundo apuração, a tratar o assunto internamente. A Associação de Ministros Evangélicos também não se pronunciou publicamente.
Outra informação que ganhou força nos últimos dias é a de que Kennedy Sales teria deixado o Brasil e estaria vivendo em Portugal. Pessoas próximas afirmam que a saída ocorreu logo após a repercussão do escândalo, o que aumentou especulações sobre uma possível tentativa de se afastar da pressão pública e das consequências familiares do episódio. Até o momento, não há confirmação oficial sobre sua localização nem sobre eventuais investigações civis ou criminais.
Enquanto isso, membros da igreja relatam um clima de perplexidade e tristeza. Muitos fiéis afirmam se sentir traídos não apenas pelos envolvidos diretamente, mas pela quebra de princípios morais que sempre foram pregados do púlpito. Pastores e líderes regionais têm buscado conter a evasão de membros e reforçar a ideia de que a fé não deve ser confundida com os erros humanos de seus dirigentes.