Um caso que mistura fé, confiança e estelionato veio à tona e chocou vítimas em diferentes regiões do país. Segundo reportagem publicada pelo g1, um homem é investigado por aplicar o chamado “golpe do amor” ao se apresentar falsamente como pastor evangélico, usando discursos religiosos e promessas de casamento para enganar mulheres e obter vantagens financeiras.

De acordo com o g1, o suspeito criava perfis em redes sociais e aplicativos de relacionamento nos quais se identificava como líder religioso, sempre com uma história convincente: dizia ser pastor de uma igreja em expansão, viúvo ou separado, e afirmava buscar uma companheira para construir uma família “nos caminhos de Deus”. A abordagem cuidadosa, repleta de citações bíblicas e mensagens de carinho, ajudava a criar rapidamente um vínculo emocional com as vítimas.

Com o passar do tempo, o homem passava a relatar supostos problemas financeiros ligados à obra religiosa, como dificuldades para manter a igreja, quitar aluguéis de templos ou custear projetos sociais. Em outros momentos, alegava emergências pessoais, como doenças ou bloqueios bancários temporários. Sensibilizadas pela narrativa e pela imagem de um líder espiritual, as vítimas acabavam realizando transferências em dinheiro, empréstimos e até compras em nome do suspeito.

A reportagem do g1 aponta que, após conseguir o que queria, o falso pastor desaparecia ou passava a evitar contato, sempre com novas desculpas. Em alguns casos, quando pressionado, ele rompia completamente a relação e bloqueava as vítimas nas redes sociais, deixando prejuízos financeiros e emocionais.

As investigações indicam que o homem não possui vínculo oficial com nenhuma denominação religiosa e já teria feito outras vítimas usando o mesmo método. A polícia apura se ele agia sozinho ou com apoio de terceiros, além de tentar identificar o número total de pessoas enganadas.

Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que o “golpe do amor” costuma explorar fragilidades emocionais e a confiança construída ao longo do tempo, o que torna as vítimas menos propensas a desconfiar. O uso da religião como ferramenta de convencimento agrava o impacto psicológico, já que atinge crenças profundas e valores pessoais.